
“Uma
firma deixa de ser reconhecida pelo simples fato de não haver
correspondência entre as assinaturas apresentadas. Não seria razoável
cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o
porquê de cada uma dessas 98.000 assinaturas não terem sido reconhecidas
e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do
partido e não dos cartórios”, diz o parecer de Eugênio José de Aragão,
do Ministério Público, que sugere a não aprovação da Rede; ex-senadora
também recebe críticas na mídia; colunista Igor Gielow, da Folha, afirma
que um partido não se faz com curtidas no Facebook; Merval Pereira
defende o “plano B”; Reinaldo Azevedo diz “não” ao partido;
aparentemente, Marina perdeu.
De quem é a culpa? Da ex-senadora Marina – e de ninguém mais. É o que sustenta o procurador Eugênio Aragão, do Ministério Público, que rejeitou, em seu parecer, o pedido da Rede.
“Uma firma deixa de ser reconhecida pelo simples fato de não haver correspondência entre as assinaturas apresentadas. Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98.000 assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, diz o parecer.
Marina declarou ontem “confiar em Deus”, mas, aparentemente, essa batalha já está perdida. Na Folha, o colunista Igor Gielow lembra que um partido não se cria com 500 mil curtidas no Facebook. Em Veja, Reinaldo Azevedo afirma que, se o TSE seguir a lei, a Rede não poderá ser criada. No Globo, Merval Pereira avisa que é hora de um “plano B” e sugere que o PPS, de Roberto Freire talvez seja uma alternativa melhor do que o PEN, que já ofereceu à ex-senadora o comando total da legenda – além da própria mudança de nome.
A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente tem sido enfática ao afirmar que não tem “plano B”. Nas 24 horas que antecedem a decisão do TSE, ela tem se reunido com apoiadores políticos e financeiros em Brasília, numa corrente final. Ontem, quem desembarcou na capital federal foi Neca Setúbal, uma das herdeiras do Itaú e também fundadora da Rede.
Mas o jogo parece perdido. E a culpa, como disse o procurador Aragão, não é dos cartórios.
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