segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A indireta de Gleisi para Richa: “não consigo ir à academia”

por Klécio Santos, Brasília, para o Zero Hora
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, fez balanço sobre sua atuação na pasta, falou sobre o mensalão e sua vida pessoal; "não consigo ir à academia", reclamou, como se estivesse se comparando ao governador Beto Richa, sem citá-lo nominalmente, com quem poderá disputar o Palácio Iguaçu em 2014; sobre o temperamento e o mito das broncas da presidenta Dilma, Gleisi afirmou que “na gestão pública, não estão acostumados a cobrança"; leia a entrevista.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, fez balanço sobre sua atuação na pasta, falou sobre o mensalão e sua vida pessoal; “não consigo ir à academia”, reclamou, como se estivesse se comparando ao governador Beto Richa, sem citá-lo nominalmente, com quem poderá disputar o Palácio Iguaçu em 2014; sobre o temperamento e o mito das broncas da presidenta Dilma, Gleisi afirmou que “na gestão pública, não estão acostumados a cobrança”; leia a entrevista.
Em meio a assessores estressados com a recepção do presidente da França, François Hollande, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, transpira tranquilidade. Pontualmente às 10h30min, abre a porta do florido gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, trajando vestido, casaquinho de tweed e escarpim de verniz.
Os cabelos presos destacam brincos de pérolas. Na mesa principal, uma pilha de pastas. Gleisi, 48 anos, prefere conversar na mesa de reuniões, com as fotos dos filhos, João Augusto e Gabriela Sofia. Em nada lembra a “dama de ferro” ou o “pitbull”, como a chamavam nos tempos de Senado por conta de sua defesa ao governo do PT.
Agora, às vésperas de deixar o cargo, Gleisi deve concorrer ao governo do Paraná contra o atual governador Beto Richa, do PSDB. Ela esconde o jogo sobre o futuro político, mas tentará viabilizar a candidatura retornando ao Senado, para onde foi eleita por 3,1 milhões de paranaenses. Pretende dedicar mais tempo à paróquia.
Desde 2011, quando recebeu o convite de Dilma Rousseff para ocupar o antigo posto da presidente, na esteira do escândalo que derrubou o então titular Antonio Palocci, a rotina de Gleisi mudou. Chega cedo e quase nunca deixa o Planalto antes das 22h. Nem levar os filhos no colégio, atividade que esperava manter, ela consegue.
— Eles estão indo de van — lamenta.
Casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Gleisi se destacou na equipe de transição para o governo Lula, em 2002. Foi convidada pelo então presidente para ser diretora Financeira da Itaipu Binacional.
A Zero Hora, fez um balanço dos dois anos e meio em que comandou uma das principais pastas da Esplanada, mas falou ainda sobre mensalão e vida pessoal ao longo de cerca de 40 minutos de conversa, só interrompida pelo chamado de Dilma para recepcionar Hollande.

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