
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, fez balanço sobre sua atuação na pasta, falou sobre o mensalão e sua vida pessoal; “não consigo ir à academia”, reclamou, como se estivesse se comparando ao governador Beto Richa, sem citá-lo nominalmente, com quem poderá disputar o Palácio Iguaçu em 2014; sobre o temperamento e o mito das broncas da presidenta Dilma, Gleisi afirmou que “na gestão pública, não estão acostumados a cobrança”; leia a entrevista.
Os cabelos presos destacam brincos de pérolas. Na mesa principal, uma pilha de pastas. Gleisi, 48 anos, prefere conversar na mesa de reuniões, com as fotos dos filhos, João Augusto e Gabriela Sofia. Em nada lembra a “dama de ferro” ou o “pitbull”, como a chamavam nos tempos de Senado por conta de sua defesa ao governo do PT.
Agora, às vésperas de deixar o cargo, Gleisi deve concorrer ao governo do Paraná contra o atual governador Beto Richa, do PSDB. Ela esconde o jogo sobre o futuro político, mas tentará viabilizar a candidatura retornando ao Senado, para onde foi eleita por 3,1 milhões de paranaenses. Pretende dedicar mais tempo à paróquia.
Desde 2011, quando recebeu o convite de Dilma Rousseff para ocupar o antigo posto da presidente, na esteira do escândalo que derrubou o então titular Antonio Palocci, a rotina de Gleisi mudou. Chega cedo e quase nunca deixa o Planalto antes das 22h. Nem levar os filhos no colégio, atividade que esperava manter, ela consegue.
— Eles estão indo de van — lamenta.
Casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Gleisi se destacou na equipe de transição para o governo Lula, em 2002. Foi convidada pelo então presidente para ser diretora Financeira da Itaipu Binacional.
A Zero Hora, fez um balanço dos dois anos e meio em que comandou uma das principais pastas da Esplanada, mas falou ainda sobre mensalão e vida pessoal ao longo de cerca de 40 minutos de conversa, só interrompida pelo chamado de Dilma para recepcionar Hollande.
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