terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Racha no PT de Curitiba ameaça campanha de Gleisi Hoffmann

O PT de Curitiba está rachado. Por que rachou? Rachou por quê? Disputa por espaço pode comprometer a campanha de Gleisi Hoffman ao Palácio Iguaçu, analisam petistas preteridos na escolha do novo diretório presidido por Natalino Bastos; grupos internos ligados aos deputados Ângelo Vanhoni, Dr. Rosinha e à ministra prometem pedir anulação aos diretórios estadual e nacional da eleição que escolheu ontem os membros da direção curitibana; defenestrados acusam golpe de grupos ligados ao vereador Pedro Paulo, ao deputado André Vargas e à vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, que estaria de olho na vaga de candidata do partido à prefeitura contra o prefeito Gustavo Fruet.

A confusão foi grande na primeira reunião do recém-eleito diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Curitiba. O encontro de ontem à noite, que aconteceu na sede estadual da agremiação, tinha como objetivo escolher os membros da executiva municipal. Mas o desfechou foi bem diferente. Os petistas da capital racharam mais ainda, o que pode comprometer a campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, na corrida pelo governo do Paraná.
Natalino Bastos, presidente eleito da sigla, homem de confiança do vereador Pedro Paulo e do deputado federal André Vargas, foi colocado à prova e não conseguiu construir um acordo político capaz de acomodar os interesses dos agrupamentos que atuam no PT curitibano.

Parte dos membros do diretório das tendências internas Construindo Um Novo Brasil (CNB), ligada ao deputado federal Ângelo Vanhoni e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a Democracia Socialista (DS), do deputado federal Dr. Rosinha, abandonaram a reunião por entenderem que o método aprovado pelo plenário na escolha da executiva não seguia a tradição adotada historicamente pelo partido: o princípio da proporcionalidade direta.

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