Governador Beto Richa e prefeito de Curitiba,
Gustavo Fruet, novamente, se estranham por causa de calote no subsídio do
ônibus que garante tarifa única na Rede Integrada de Transporte (RIT); em nota
oficial, pedetista garante que não repassará R$ 55 milhões pedidos pelas
empresas que operam o sistema e, segundo fontes na prefeitura, há possibilidade
de a Guarda Municipal assumir a boleia caso haja locaute (greve dos
empresários); Fruet também ameaça romper contrato, se 2,3 milhões de usuários
da RIT forem prejudicados neste final de ano; locaute ou lockout é proibido
pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática de
chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem
econômica, constitui-se crime contra o interesse público.
O Sindicato das Empresas de Transporte Público de Curitiba (Setransp)
colocou a faca no pescoço do prefeito Gustavo Fruet (PDT) neste final de ano.
Alegando falta de dinheiro para honrar o 13º salário de motoristas e
cobradores, a entidade ameaça parar a operação dos ônibus na Rede Integrada de
Transporte (RIT).
Em nota oficial,
nesta terça (17), a prefeitura de Curitiba afirmou que nada deve às empresas de
ônibus que operam a RIT. “Ao contrário do que afirma o Setransp, todas as
obrigações contratuais da Urbs com as empresas estão sendo cumpridas”, diz um
trecho do comunicado.
Segundo uma fonte na
prefeitura, se as empresas paralisarem o sistema, Fruet estuda colocar a Guarda
Municipal para operar os ônibus em regime de urgência. O prefeito também
adverte com o rompimento de contrato se 2,3 milhões de usuários da RIT forem
prejudicados.
Na mesma nota
oficial, Fruet ainda acusa o governador Beto Richa (PSDB) de aplicar calote na
prefeitura de Curitiba em parcela do subsídio relativa ao mês de novembro,
vencida no último dia 10 de dezembro.
“Por fim, a
prefeitura de Curitiba novamente apela ao Estado para que licite e assuma o
transporte metropolitano, que é de sua responsabilidade. Desta forma, Curitiba
abre mão de qualquer subsídio”, pediu o prefeito curitibano.
Locaute ou lockout é
proibido pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática
de chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem
econômica, constitui-se crime contra o interesse público.

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