O município onde há mais pessoas sofrendo as consequências das chuvas é Ponta Grossa, nosCampos Gerais. De acordo com o balanço, 95 mil pessoas foram afetadas, principalmente por alagamentos e deslizamentos, segundo o chefe da seção técnica da Defesa Civil, major Jaime Antonio de souza. Nove residências foram destruídas e 27, danificadas. Há 87 pessoas desalojados (em casa de parentes ou amigos) e 35 desabrigados (encaminhadas a abrigos públicos).
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Chuva afeta 120 mil pessoas em 19 cidades do Paraná
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mais dois municípios do Paraná recebem Bibliotecas Cidadãs
A Secretaria de Estado da Cultura inaugura mais duas Bibliotecas Cidadãs no Paraná. Dessa vez, as cidades de Vera Cruz do Oeste e Medianeira são as contempladas com o projeto que abriga mais de dois mil livros em um espaço que atende crianças, jovens e adultos. Com essas, mais de 200 bibliotecas foram criadas pelo projeto no Estado.
Segundo o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, inaugurar uma biblioteca é abrir espaço para o exercício de uma cidadania plena. “Não há espaço mais democrático do que o de uma biblioteca. Elas são abertas a todos, estão interligadas e representam a chave para o conhecimento numa grande rede de informação”, comenta.
Segundo o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, inaugurar uma biblioteca é abrir espaço para o exercício de uma cidadania plena. “Não há espaço mais democrático do que o de uma biblioteca. Elas são abertas a todos, estão interligadas e representam a chave para o conhecimento numa grande rede de informação”, comenta.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Comunidade escolar cobra reconstrução do Colégio Yvone Pimentel
Valéria Auada
| Daniel Caron/O Estado |
|---|
| Sala de informática funciona muito precariamente. |
Professores, alunos e pais de alunos do Colégio Estadual Yvone Pimentel,
no bairro Novo Mundo, em Curitiba, fizeram um dia de mobilização nesta
uinta-feira (30), pedindo providências para a estrutura do prédio da
escola, que está em situação precária. Munidos de faixas de protesto,
eles saíram em passeata. Um carro de som convocava a comunidade
para participar dos protestos. O colégio tem atualmente 1.359 alunos.
Segundo a diretora-geral do colégio, Adriana Kampa, a reivindicação
é que o colégio seja demolido e reconstruído. “Aqui não tem como fazer me
lhorias e reformas porque o prédio está todo desestruturado. A construção
inicial do prédio foi para ele ser um núcleo social e não um colégio”, explica a diretora.
inicial do prédio foi para ele ser um núcleo social e não um colégio”, explica a diretora.
| Daniel Caron/O Estado |
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| Lista de problemas é extensa: goteiras deixam tacos molhados e causam mau cheiro. |
| Daniel Caron/O Estado |
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| Protesto por melhorias na estrutura mobilizou pais, alunos e professores. |
Seed
Questionada sobre os problemas do Colégio Estadual Yvone Pimentel, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou, por meio de nota, que há dois meses está realizando, através da Superintendência Educacional, projeto e orçamento para que seja efetivada a reforma do prédio escolar. “O projeto ficará concluído nos próximos dez dias. Após a conclusão desta fase será dado início ao processo de licitação para a realização da reforma, diz a nota.
A Seed informa ainda que há necessidade de realizar um novo projeto e orçamento, pois as demandas levantadas há aproximadamente dois anos não foram executadas. "Neste período, o prédio escolar sofreu deterioração por conta da cobertura que estava danificada e este foi o motivo da atualização das necessidades de melhorias de infraestrutura. Assim que for concluído o processo licitatório, as obras para a reforma serão iniciadas” , cita a nota. A Seed não se pronunciou sobre a proposta de demolição e reconstrução do prédio.
SUS terá sistema de metas
Ministério da Saúde anuncia reorganização dos serviços no país. Municípios que não mostrarem eficiência podem perder recursos
Publicado em 30/06/2011 | Londrina - Juliana Gonçalves, da sucursal O governo federal vai reorganizar o Sistema Único de Saúde (SUS), definindo metas de atendimento e punindo quem não as cumprir. O Ministério da Saúde vai mapear os serviços oferecidos em todo o país e fixar metas específicas para cada região, de acordo com a realidade local. Estados e municípios que não atenderem às definições poderão ter a verba bloqueada. Por outro lado, os mais eficientes poderão ganhar mais recursos do governo.
O novo modelo de gestão do SUS foi definido em decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado ontem no Diário Oficial da União. De acordo com o diretor do Departamento de Articulação Interfederativa no Ministério da Saúde, André Bonifácio, o decreto vai estabelecer de forma mais sistemática o conjunto de ações de saúde. “É uma mudança importantíssima que vai dar condições de melhoria no acesso à Saúde em todo o país”, observa.
Modelo
Os novos mecanismos estabelecidos pelo decreto presidencial para o SUS obrigam cidades com problemas na prestação de serviços a rever seus investimentos. Londrina, por exemplo, que há meses enfrenta uma séria crise na saúde pública, pode, futuramente, ter problemas ainda maiores com o bloqueio de recursos vindos do governo.
Em 2011, a cidade enfrentou problemas em todos os níveis. No atendimento primário, as unidades básicas de saúde (UBS) frequentemente ficam lotadas. Os hospitais de média complexidade sofrem com problemas de escalas e falta de médicos. Para os casos mais graves, faltaram leitos de UTI. A administração da cidade destaca a falta de recursos para atender a uma população – estimada em 2,5 milhões de pessoas – que não se restringe aos habitantes de Londrina.
Francisco Eugênio de Souza, da UEL, diz que a falta de recursos para o SUS é uma questão a ser considerada. “O sistema precisa de mais dinheiro, mas não é só isso. Em alguns lugares, falta capacidade de gestão”, afirma. Para ele, a reorganização do SUS vai forçar a profissionalização da gestão.
Corrupção
Londrina foi a primeira cidade do interior do estado a receber integrantes da CPI dos Leitos do SUS. A comissão pretende fazer um raio X da Saúde nos municípios paranaenses, levantar os problemas e corrigi-los. A cidade foi alvo de denúncias de corrupção no sistema de saúde deflagradas pelo Gaeco em maio.O decreto define e consolida o modelo de regionalização, em que municípios vizinhos deverão se organizar para ofertar atendimento a populações. Cada uma das 419 regiões definidas deverá ter condições para realizar desde consultas de rotina até tratamentos complexos. “No Paraná, são 20 regiões. Se uma delas não puder ofertar o conjunto de ações de saúde necessárias, pode haver uma reconfiguração das regiões para garantir o acesso do serviço ao cidadão”, revela Bonifácio. Segundo ele, uma primeira versão do mapeamento dos serviços de saúde oferecidos em todo o Brasil deve ser apresentada até meados de setembro. “A partir daí, começam a ser pensadas as metas dos futuros contratos de gestão”, revela.
Os contratos de gestão serão mecanismos utilizados pelo Ministério da Saúde para garantir o comprometimento com os novos indicadores. Os documentos definirão atribuições e responsabilidades dos municípios, estados e do governo federal na prestação de serviços de saúde. Os contratos vão propiciar a concessão ou o bloqueio de recursos aos municípios e estados, de acordo com o desempenho nas ações de saúde. “A sanção é uma medida para manter o respeito ao acordo, mas antes disso, é preciso qualificar o processo. A sanção só será aplicada em último caso e será feita de maneira que não prejudique o cidadão”, garante Bonifácio.
Sobre o prazo para a total implantação do novo modelo do SUS, o diretor diz não haver previsão. “Mensurar tempo, nesse caso, não é adequado. Até o final do ano, esperamos assinar 20% dos contratos”, comenta.
Qualidade
Para o professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Francisco Eugênio de Souza, a mudança vai refletir na qualidade da prestação de serviços de saúde à população. “Para cumprir as metas, vai ser necessário um esforço coletivo. Os recursos serão mais bem utilizados e haverá mais planejamento nas ações”, esclarece.
Na opinião de Márcio Almeida, médico especialista em Saúde Pública e vereador de Londrina, as punições financeiras estabelecidas pelo decreto devem gerar competição entre as cidades. “Isso é muito bom. Os municípios devem disputar competências e serem mais eficientes na prestação de serviços. Para ele, o decreto representa um choque de gestão no SUS. “A mudança introduz uma visão gerencial e de corresponsabilização e deixa no passado a falta de metas e cronogramas no setor público”, conclui.
O novo modelo de gestão do SUS foi definido em decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado ontem no Diário Oficial da União. De acordo com o diretor do Departamento de Articulação Interfederativa no Ministério da Saúde, André Bonifácio, o decreto vai estabelecer de forma mais sistemática o conjunto de ações de saúde. “É uma mudança importantíssima que vai dar condições de melhoria no acesso à Saúde em todo o país”, observa.
Modelo
SEM VERBA
Situação em Londrina pode se complicarOs novos mecanismos estabelecidos pelo decreto presidencial para o SUS obrigam cidades com problemas na prestação de serviços a rever seus investimentos. Londrina, por exemplo, que há meses enfrenta uma séria crise na saúde pública, pode, futuramente, ter problemas ainda maiores com o bloqueio de recursos vindos do governo.
Em 2011, a cidade enfrentou problemas em todos os níveis. No atendimento primário, as unidades básicas de saúde (UBS) frequentemente ficam lotadas. Os hospitais de média complexidade sofrem com problemas de escalas e falta de médicos. Para os casos mais graves, faltaram leitos de UTI. A administração da cidade destaca a falta de recursos para atender a uma população – estimada em 2,5 milhões de pessoas – que não se restringe aos habitantes de Londrina.
Francisco Eugênio de Souza, da UEL, diz que a falta de recursos para o SUS é uma questão a ser considerada. “O sistema precisa de mais dinheiro, mas não é só isso. Em alguns lugares, falta capacidade de gestão”, afirma. Para ele, a reorganização do SUS vai forçar a profissionalização da gestão.
Corrupção
Londrina foi a primeira cidade do interior do estado a receber integrantes da CPI dos Leitos do SUS. A comissão pretende fazer um raio X da Saúde nos municípios paranaenses, levantar os problemas e corrigi-los. A cidade foi alvo de denúncias de corrupção no sistema de saúde deflagradas pelo Gaeco em maio.
Os contratos de gestão serão mecanismos utilizados pelo Ministério da Saúde para garantir o comprometimento com os novos indicadores. Os documentos definirão atribuições e responsabilidades dos municípios, estados e do governo federal na prestação de serviços de saúde. Os contratos vão propiciar a concessão ou o bloqueio de recursos aos municípios e estados, de acordo com o desempenho nas ações de saúde. “A sanção é uma medida para manter o respeito ao acordo, mas antes disso, é preciso qualificar o processo. A sanção só será aplicada em último caso e será feita de maneira que não prejudique o cidadão”, garante Bonifácio.
Sobre o prazo para a total implantação do novo modelo do SUS, o diretor diz não haver previsão. “Mensurar tempo, nesse caso, não é adequado. Até o final do ano, esperamos assinar 20% dos contratos”, comenta.
Qualidade
Para o professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Francisco Eugênio de Souza, a mudança vai refletir na qualidade da prestação de serviços de saúde à população. “Para cumprir as metas, vai ser necessário um esforço coletivo. Os recursos serão mais bem utilizados e haverá mais planejamento nas ações”, esclarece.
Na opinião de Márcio Almeida, médico especialista em Saúde Pública e vereador de Londrina, as punições financeiras estabelecidas pelo decreto devem gerar competição entre as cidades. “Isso é muito bom. Os municípios devem disputar competências e serem mais eficientes na prestação de serviços. Para ele, o decreto representa um choque de gestão no SUS. “A mudança introduz uma visão gerencial e de corresponsabilização e deixa no passado a falta de metas e cronogramas no setor público”, conclui.
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