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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Jorge Samek reconduzido à direção-geral de Itaipu

O bravo Jorge Samek, que recusou-se a disputar a prefeitura de Foz do Iguaçu como anunciou este blog meses antes, foi reconduzido hoje à direção-geral de Itaipu por decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff. Seu mandato vai agora até 2017.
O candidato a prefeito de Foz do Iguaçu, também anunciado por este blog há meses, é Gilmar Piola. Seu nome já foi apresentado aos altos escalões da República que governam o país. Aprovadíssimo. Tudo o mais é silêncio ou especulação.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A saúde de Lula


Do Ancelmo Gois
Água gelada
Lula está sem nenhum movimento na perna esquerda.
Vai intensificar a fisioterapia.
Aliás…
No fim da solenidade em que recebeu títulos de doutor honoris causa, no Rio, ontem, o ex-presidente se queixou da garganta. Levou uma bronca de Dilma por beber água gelada.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Galinhada do chef Alex Atala faz sucesso na madrugada

Ingredientes:
- 1 galinha caipira de 2,5kg picada (lave bem em água fervente e deixe escorrendo. Depois, corte em pedaços)
-  ½ copo de óleo
- 4 dentes de alho
- 1 cebola média
- 1 tomate
- 5 colheres de sopa de vinagre
- 1 pimentão médio
- 5 folhas de manjericão
- 5 folhas de hortelã
- 4 folhas de louro
- 1 colher sopa de colorau
- ½ colher sopa de cominho
- 1 pitada de orégano
- 3 galhos de salsa
- Sal a gosto
- Dois copos americanos de água

Modo de preparo:


- Coloque o óleo em uma panela e deixe esquentar bem. Em seguida, coloque todos os ingredientes na panela.

- Refogue por três minutos e coloque a galinha dentro da panela. Mexa por mais dois minutos.

-  Coloque a água e deixe cozinhar por 20 a 30 minutos. Está pronta para servir.

*Sirva com quiabos refogados e arroz branc

Bento XVI se despede de Cuba com críticas ao embargo e ao regime


 FIDEL CASTRO recebe o Papa Bento XVI em Havana Foto: Reuters No último dia da visita, Papa reza para multidão e encontra Fidel, que pede dica de livros.
O Globo, com agências internacionais:
HAVANA – O Papa Bento XVI pediu nesta quarta-feira, em sua despedida de Havana, que ninguém fique à margem da sociedade por ter suas liberdades fundamentais restringidas e criticou, pela primeira vez de forma direta, o embargo econômico à ilha caribenha, imposto há mais de cinco décadas pelos Estados Unidos.
O Marino Murillo, o vice-presidente do Conselho de Ministros e supervisor das reformas impulsionadas pelo governo cubano, respondeu às críticas de Bento XVI ao sistema político da ilha, dizendo na terça-feira que Cuba continuará socialista, não fará reforma política e o marxismo — que o Papa havia considerado “ultrapassado” — vai continuar a ser sustentado no país.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Perdemos o gênio Morre Millôr Fernandes


Morreu um dos maiores intelectuais que este país já produziu. Millôr Fernandes, que a maioria conhece apenas como nosso melhor humorista, imortalizado por frases e aforismos, foi poeta, escritor, dramaturgo, cronista, jornalista, desenhista e tradutor do inglês e do francês. Impossível substituí-lo. Impossível avaliar o que representa a sua perda para a cultura deste país cada vez mais pobre de inteligência.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dono de jornal de Santa Helena, no oeste do PR, é assassinado a tiros

Da Agência Estado:
O sócio do jornal Costa Oeste, um semanário de Santa Helena, no oeste do Paraná, a cerca de 620 quilômetros de Curitiba, Onei de Moura, de 41 anos, foi morto na noite de sábado, em frente a uma distribuidora de bebidas da cidade. Ele recebeu três tiros no peito.
A delegacia de Polícia informou na manhã de hoje que o atirador já tinha sido identificado, mas estava foragido. Imagens da câmera de segurança da distribuidora ajudaram no trabalho. A expectativa é que ele se apresente amanhã. O nome do suspeito não foi divulgado.
De acordo com o investigador José Carlos Biguelini, as primeiras informações são de que o empresário e o acusado bebiam juntos em um bar momentos antes do crime. Ele foi morto por volta das 19 horas, enquanto bebia e conversava com amigos. Um carro aproximou-se e, de dentro, saiu uma pessoa que lhe desferiu os tiros. Moura morreu na hora.
Além de sócio do jornal, tinha atuação política na cidade de cerca de 23,4 mil habitantes. Ele já presidiu o diretório municipal do PSDB e chegou a ocupar o cargo de secretário de Administração na gestão anterior. O corpo seria sepultado no fim da tarde de hoje em Missal, município vizinho.

Cantor João Mineiro morre aos 76 anos

ReproduçãoO cantor João Mineiro, que ao lado de José Marciano formava a dupla João Mineiro e Marciano, morreu na noite deste sábado (24), aos 76 anos, no hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí (SP).
João Mineiro, cujo nome verdadeiro era João Sante Angelo, estava internado na unidade de tratamento intensivo (UTI) do hospital, após ser submetido a uma cirurgia para a retirada da vesícula.
João Mineiro e Marciano fizeram sucesso nos anos 80 e emplacaram canções como “Filha de Jesus” e “Chovisco da Madrugada”. A partir de 1993, João Mineiro passou a fazer dupla com Mariano.
O cantor será enterrado na segunda-feira (26) em Andradas (MG).

sábado, 24 de março de 2012

Chico Anysio morre aos 80 anos


O humorista Chico Anysio morreu aos 80 anos hoje, após 112 dias internado no Hospital Samaritano, no Rio. De acordo com o hospital, o horário da morte foi às 14h52.
O artista piorou no início desta semana e, na segunda (19), voltou a respirar com a ajuda de aparelhos em período integral. No dia seguinte, teve uma complicação renal.
Na noite de quarta (21), ele foi submetido a uma sessão de hemodiálise e apresentou instabilidade hemodinâmica –por isso, fez uso de alta dose de medicamentos para controlar a pressão arterial. Seu estado foi considerado crítico pelos médicos na manhã desta quinta.
Chico Anysio deu entrada no mesmo hospital em novembro de 2011 devido a uma infecção urinária. Após ser tratado com um ciclo de antibióticos, recebeu alta para passar o Natal com a família, mas voltou a ser internado no dia seguinte com hemorragia digestiva.

Ele chegou a respirar sem aparelhos no início de janeiro, mas voltou a piorar, teve febre e permanecia sedado. Em fevereiro, foi diagnosticado com uma infecção pulmonar, que estava sendo controlada com o uso de antibióticos.
Malga Di Paula, atual mulher do artista, fez campanha contra o cigarro no Facebook na semana passada. “[Chico] é uma das vítimas de uma geração desinformada, que usava o cigarro por uma questão de charme”, publicou ela na rede social.
Além da mulher, o humorista deixa oito filhos de casamentos anteriores.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher - 10 segredos para ser feliz

MARCELA BUSCATO, MARTHA MENDONÇA,
NATHALIA ZIEMKIEWICZ E TONIA MACHADO.
COM LUÍZA KARAM
SANDRA GARCIA, 27 anos I Modelo e atriz Ela usa os momentos de cuidados com a beleza para descansar do trabalho e da atenção com a família  (Foto: Marcos Lopes. Tratamento de Imagem: Caio Vasques (studio.ml)  Hair & Make-up: Leticia de Carvalho. Assistente de foto: André Melo )
A felicidade, claro, não é uma aspiração apenas feminina. A miragem de um tempo perfeito e de uma vida perfeita faz sonhar e inquieta homens e mulheres. Mas, de alguma forma, e de maneira surpreendente, essa miragem parece mais inalcançável para o sexo feminino. Mesmo depois de beneficiadas, nas décadas passadas, por aquilo que o historiador Eric Hobsbawm chamou de a mais vigorosa transformação da história recente – aquela que as emancipou da servidão doméstica, permitindo que estudassem, trabalhassem e assumissem funções públicas antes reservadas aos homens

–, as mulheres ainda sofrem com suas próprias dificuldades e contradições, tanto ou mais do que sofrem com as restrições impostas pela sociedade. “Toda mulher é uma rebelde, normalmente em revolta selvagem contra ela mesma”, escreveu, com infinito sarcasmo e muita perspicácia, o escritor irlandês Oscar Wilde. As mulheres do século XXI parecem de fato ser as juízas mais severas de si mesmas – em casa, no trabalho, nas relações com os homens e no trato dos filhos. O resultado disso é que a palavra culpa ocupa um espaço desproporcional em suas vidas e atrapalha ainda mais a busca da felicidade.
selo Especial mulheres (Foto: reprodução)
Na reportagem especial a seguir, ouvimos pesquisadores e profissionais de diversas áreas – dentro e fora do Brasil – para entender como as brasileiras de carne e osso, em sua enorme diversidade, podem ser mais felizes do que são. Os especialistas revelaram muitas coisas – como a relação surpreendente entre o poder das mulheres e a quantidade de sexo que elas praticam ou sobre o erro que o feminismo cometeu ao subordinar a maternidade à realização profissional. Mas nada se compara à experiência das próprias mulheres em organizar melhor suas vidas. Por isso fomos ouvi-las.
Para a empresária Aline Cardoso Barabinot, de 33 anos, o segredo que leva à sua forma particular e inestimável de felicidade é trabalhar muito, mesmo que isso signifique perder momentos preciosos ao lado das duas filhas. A dentista Patrícia Azevedo Dotto, de 40 anos, deixou sua profissão para ser mãe em tempo integral e se descobriu em seu melhor papel. A administradora de empresas Mônica Nascimbeni, de 32 anos, divide-se entre o trabalho como gerente de marketing numa multinacional e o papel de mãe e companheira. Mas não hesita em deixar tudo para trás, nem que seja por algumas poucas horas, para praticar corrida ou simplesmente ficar sozinha. A artista plástica Nuria Casadevall, de 48 anos, descobriu uma liberdade com que nunca tinha sonhado ao romper com as pressões sociais para ficar solteira – e muito bem acompanhada dos amigos e dos parceiros que partilhem seus valores de vida, dos quais ela não abre mão por ninguém. Para a publicitária Florencia Lear, de 23 anos, a felicidade está em deixar o namorado a cargo da cozinha. E até do tanque, se necessário. A atriz e modelo Sandra Garcia, de 27 anos, transformou as exigências de sua profissão em relação a seu corpo numa forma de valorização. Sabe que as horas diárias gastas na academia e as calorias economizadas ao se privar de uma sobremesa são formas de cuidar dela mesma numa vida corrida, em que divide as atenções entre o marido e a filha Manuela, de 6 meses.
Da conversa com essas mulheres – e das novas pesquisas –, extraímos as dez orientações que formam a espinha dorsal desta reportagem especial. Uma primeira conclusão, que atravessa a vida de todas elas e permeia o trabalho dos pesquisadores, é a necessidade de equilíbrio. Encontrar equilíbrio é o maior anseio das mulheres adultas. Numa pesquisa inédita realizada pela consultoria de comunicação Cappellano, de São Paulo, mais de 30% das mulheres consideraram o equilíbrio como a parte mais essencial de uma vida plena (leia os resultados no quadro abaixo). O amor, segundo colocado, aparece na preferência de 11%. O equilíbrio precede até mesmo o desejo pela felicidade, almejada por 3% das mulheres. Ele é visto como o caminho – ou o primeiro sintoma – da plenitude. “O que resume equilíbrio para mulher é ser capaz de lidar com os obstáculos impostos pelo cotidiano”, diz a psicóloga Ana Mercês Bock, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Para quem se sente longe do equilíbrio, a boa notícia é que atingi-lo não exige revoluções, apenas ajustes. As mulheres desta reportagem já erraram no balanço diário das doses de estresse e riso, de família e trabalho. Mas descobriram como acertar a mão. Cada uma é detentora de um pequeno segredo para facilitar o malabarismo do dia a dia, afrouxar o cabo de guerra e domar o caos doméstico. Os segredos das mulheres felizes, apresentados a seguir, podem servir também ao homem moderno, que nasceu a partir da transformação do papel feminino nas últimas décadas. “O perfil da nova mulher e do novo homem está sendo criado ao mesmo tempo”, afirma Ana, da PUC-SP. Para eles – e sobretudo para elas –, eis os segredos das mulheres que encontraram o equilíbrio.

1. DESCUBRA O QUE VOCÊ QUER Para equilibrar as forças que nos dividem, primeiro é preciso reconhecê-las. “Não há como estabelecer prioridades e dosar tempo e dedicação se não temos clareza sobre os valores que estão em jogo e quem somos”, diz a psicóloga Lilian Frazão, da Universidade de São Paulo (USP). O processo pode ser longo e árduo – e doer quando a balança pender para o lado errado. Mas, com o passar do tempo, a dor leva à inevitável descoberta de quanto cada elemento da vida – a família, o trabalho e a individualidade – contribui para sua satisfação pessoal.
ALINE BARABINOT, 33 anos I Empresária Prestou atenção em si para descobrir o que mais a satisfazia. Entendeu  que seria mais feliz e uma mãe melhor se investisse sem culpa na carreira   (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
A empresária Aline Cardoso Barabinot teve a sorte de descobrir cedo que, para ela, o trabalho era tão ou mais importante do que qualquer aspecto da existência. Ela é casada há 12 anos com o francês Jean-Luc. É mãe de duas meninas – a mais velha tem 5 anos, a mais nova 2 meses – e se considera uma workaholic sem cura. Dirige uma consultoria de negócios internacionais, onde trabalha, em média, dez horas por dia. Mesmo em licença-maternidade, já se pegou lendo e-mails pelo celular enquanto amamentava. As viagens ao exterior são frequentes, quase uma a cada dois meses. Tanto que sua filha mais velha, Isabelle, está acostumada a falar com a mãe pelo Skype. Quando a menina ficou doente e Aline estava fora, algo que já aconteceu duas vezes, o coração de mãe apertou. Mas Aline lembrou que precisava confiar nas pessoas com quem deixara a filha: o marido e a babá. “Comecei a trabalhar cedo, aos 17 anos. Nunca consegui ficar longe do trabalho, até durante um intercâmbio na França”, afirma. A confirmação sobre a importância da carreira para ela veio quando a filha mais velha, Isabelle, nasceu. “Era um momento importante para mim, mas sentia que não sou só mãe”, afirma Aline. “A maternidade é uma parte do que sou, mas não a única. Ficaria infeliz se tivesse de abrir mão das minhas responsabilidades profissionais.”
A psicóloga americana Cheryl Buehler, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, concluiu que mulheres de vida atribulada, como Aline, podem, sim, ser felizes. Ela acompanhou 1.300 mulheres durante dez anos e se surpreendeu com os resultados de seu estudo, publicado em dezembro no jornal da Associação Americana de Psicologia. As mulheres que trabalhavam fora e conciliavam a dura rotina de mãe e profissional se diziam mais felizes e tinham menos sintomas de depressão do que as mulheres que não trabalhavam. A explicação, segundo Cheryl, é que as executivas tinham mais recursos financeiros do que as donas de casa para contratar babás e empregadas. Mas a felicidade feminina vai além da possibilidade de contar com ajuda em casa, algo cada vez mais raro. Para sentir-se completa, Aline e outras mulheres precisam aceitar o segundo e, talvez, mais difícil mandamento da mulher plena.

2. COMBATA O SENTIMENTO DE CULPA Foram décadas de luta por oportunidades iguais na educação e no mercado de trabalho. Não é justo que agora as mulheres se punam por não dedicar o tempo que deveriam ao trabalho aos filhos. Ou ao trabalho. Ou ao marido. Ou aos três. “A culpa é o sentimento mais forte da mulher contemporânea”, diz a economista Regina Madalozzo, estudiosa das relações de trabalho e gênero do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Há dois componentes para explicar a culpa feminina. O primeiro vem da biologia, como resumiu a escritora americana Erica Jong numa de suas frases mais famosas: “Mostre uma mulher que não sinta culpa, e eu apontarei um homem”. As regiões do cérebro responsáveis por notar expressões faciais têm quatro vezes mais neurônios nelas do que neles. A cara de choro de um bebê ao ser deixado pela mãe na escola ou o olhar de reprovação do chefe por uma saída durante o expediente as afetam com mais intensidade. O psicólogo Itziar Etxebarria, pesquisador da Universidade do País Basco, confirmou na prática a maior empatia feminina. Ele mediu a reação de 360 voluntários, entre homens e mulheres, a situações como esquecer o aniversário de alguém importante. No geral, elas se condoíam mais do que eles.
O segundo componente tem origens sociais. A pesquisa A batalha pelo talento feminino no Brasil, publicada neste ano pela organização internacional Center for Work-life Policy, que estuda o mercado de trabalho, rastreou as origens da culpa em 1.100 brasileiras com curso superior, que trabalham em multinacionais. Cerca de 60% se dizem culpadas por não dar mais atenção aos filhos; 44% sentem mais culpa por não cuidar dos pais idosos. Em torno de 40% admitiram pensar em frear a carreira ou desistir dela por causa das dificuldades para conciliar trabalho e família – e por sentir preconceito no ambiente de trabalho. “Algumas mulheres desistem, acreditando que foi uma opção. Não foi”, afirma Regina, do Insper. “Muitas vezes, desistir da carreira é uma defesa feminina para o fato de que não são oferecidas opções para a mulher driblar os obstáculos da vida doméstica.” Uma pesquisa feita em 2010 pelo Fórum Econômico Mundial e conduzida em 20 países, entre eles o Brasil, elencou as barreiras para que as mulheres alcancem os melhores postos de trabalho. A ausência de políticas corporativas para equilibrar a vida pessoal e profissional das funcionárias e a falta de horários flexíveis foram campeões de queixas.
Conformar-se (ou apenas queixar-se) não é solução. “Reduzir os obstáculos à realização profissional feminina não depende apenas de uma mudança cultural, mas também da disposição da mulher para encarar as dificuldades”, diz a socióloga Natália Fontoura, coordenadora de Igualdade e Gênero do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Um bom começo é não se deixar abalar pelas próprias cobranças, ao entender que a origem da sensação de culpa é, em parte, externa. “Na história e na literatura, a mulher foi considerada culpada desde tempos imemoriais”, afirma a filósofa Márcia Tiburi. Na Bíblia, é ela quem provoca a expulsão de Adão do Paraíso, por dar ouvidos à serpente. Na mitologia grega, é quem abre a caixa de Pandora, liberando todos os males do mundo. “As mulheres de hoje herdam esse discurso histórico e se sentem obrigadas a provar que podem ser excelentes profissionais, mães, companheiras e, claro, ainda precisam ser lindas”, afirma Márcia. “Quem não consegue ser essa heroína se sente em dívida, como se não tivesse cumprido seu dever.”

3. APRENDA A ABRIR MÃO Não há nada de errado em renunciar a algum aspecto da vida quando a escolha é consciente (e autônoma). Pelo contrário. “A mulher precisa entender que o equilíbrio pode implicar fechar alguns caminhos, perdas”, diz a psicanalista Walkiria Helena Grant, da USP. Não dá para ser “supermulher”, por mais que todas tentem e sofram com isso. O termo faz referência à figura do herói dos quadrinhos Super-Homem, mas foi usado em contexto sério pela escritora americana Marjorie Hansen Shaevitz. Em 1984, ela descreveu a síndrome da supermulher, no livro de mesmo nome. Fez sucesso ao criticar a ilusão de que a mulher deve sobressair tanto nos traços naturalmente femininos (como carinho ou beleza) quanto nas características atribuídas aos homens, como segurança e sucesso profissional.
PATRÍCIA DOTTO, 40 anos I Dentista Ela aceitou abrir mão da profissão para se sentir uma mãe completa para  o filho Khess, de 11 meses. Descobriu-se em seu melhor papel  (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
A dona de casa Patrícia Azevedo Dotto, de 40 anos, enfrentou sua síndrome de supermulher há dois, quando deixou seu trabalho como dentista e empresária para dedicar-se exclusivamente à família. Casada há dez anos, ela cuidou do enteado Khess e agora se dedica ao filho Klauss, de 11 meses. “As pessoas me questionavam por ter estudado tanto e ter deixado a profissão”, afirma. Ela diz ter sentido insegurança no primeiro momento, mas hoje afirma estar contente com sua escolha. “Entendi que precisava abrir mão de alguma coisa para me sentir realizada como mãe.”
No início do século passado, as mulheres já eram criticadas por ficar em casa, enquanto os homens morriam na guerra. As donas de casa viraram “ameaças à sociedade”, mas não se ofereciam muitas alternativas a esse papel doméstico. Um dos livros que ajudaram a reforçar o preconceito foi o best-seller Generation of vipers (Geração de víboras), do escritor Philip Wylie. As víboras em questão eram as mães amorosas, tidas como responsáveis por mimar os filhos e torná-los fracos. Não era uma crítica feminina, mas sim uma manifestação antifeminina. As feministas do fim da década de 1960 também não perdoavam a escolha pelo papel de mãe em tempo integral. Acusavam essas mulheres de desperdiçar educação. Hoje, a ditadura da mulher profissional começou a esmorecer. “Depreciar a mulher que quer ser mãe é uma distorção”, afirma a intelectual americana Camille Paglia (leia a entrevista completa). “O feminismo deveria encorajar escolhas e ser aberto a decisões individuais.” Isso nos leva a outro mandamento importante:

4. NÃO CEDA ÀS PRESSÕES
Todo mundo tem uma opinião sobre o que as mulheres deveriam fazer com suas vidas. Das feministas que lutam pela igualdade de oportunidades aos conservadores, que defendem a combinação “casamento & filhos”. É duro resistir a essas pressões. Elas tendem a moldar de forma inconsciente as expectativas das mulheres. No passado, as mais estudadas, que ingressavam no mercado de trabalho, ficavam sem casamento. Os homens recusavam atitudes assertivas e independentes. Alguns manuais pós-guerra recomendavam às moças que se fizessem de bobas. Hoje, as demandas são mais variadas e sutis, mas existem.
NURIA CASADEVALL, 48 anos I Artista plástica Resistiu às pressões da sociedade que sugeriam que ela tinha de casar e ter filhos. Solteira, é feliz ao aproveitar a vida sem limites  (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Nos Estados Unidos, um estudo a ser publicado nas próximas edições do Journal of Family Issues comparou o que os homens desejavam de uma mulher em 1939 e mais recentemente, em 2008. O trabalho revelou que, em 1939, eles preferiam uma boa cozinheira (8º lugar hoje) virgem (10º lugar hoje). Continuam no alto da lista coisas como “ser uma pessoa com quem se pode contar” (era 1º e virou 2º), “estabilidade emocional e maturidade” (foi de 2º para 3º) e “temperamento agradável” (de 3º para 5º). Escolaridade e inteligência estavam em 11º lugar em 1939, saltaram para 4º lugar em 2008. Agora, o que os homens acham mais importante na hora de escolher uma mulher é “atração mútua e amor”. Antes, isso vinha em 4º lugar. Claramente, as coisas estão mudando, mas nem sempre na direção de valorizar o conteúdo das mulheres. A beleza, que no passado era o 14º item da lista masculina, agora está em 8º lugar – e subindo!
A artista plástica Nuria Casadevall, de 48 anos, comprou a briga contra as pressões sociais. Especificamente, contra a ideia de que mulher tem de casar e ter filhos. Solteira convicta, Nuria é presidente de um portal na internet. Diz que nunca sentiu que seria realizada como mãe. Ela aprendeu que seus valores – como o apreço pelo desenvolvimento intelectual e pela liberdade – não podem ser violentados para atender a preconceitos sobre a felicidade feminina. “Estou sozinha porque quero”, diz. “Procuro um homem que tenha afinidades comigo, caso contrário não há razões para me casar.” O preconceito ainda existe. “As pessoas pensam que mulher solteira é uma rejeitada. Ou homossexual”, diz Nuria. “Mas você vai se importar com o que as pessoas falam de você? Prezo muito a liberdade de fazer o que quiser quando bem entender.” Hoje, Nuria está mais preocupada em cuidar de si mesma. Faz parte de um grupo que pedala à noite pela cidade de São Paulo, parou de fumar, vai à academia três vezes por semana e viaja sempre que pode. Segundo um estudo divulgado em 2010 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento, em países como Reino Unido, Áustria e Holanda, cerca de um quinto das mulheres na faixa dos 40 anos não tem filhos. No Brasil, 40% das mulheres com mais de 15 anos são solteiras e 34% ainda não tiveram filhos.

5. VALORIZE-SE
Cuidar de si mesma não é mais uma questão de se adequar a padrões estéticos. É uma forma de proteger nosso bem mais precioso, o corpo. “Hoje, o conceito de beleza está atrelado à saúde”, diz a psicanalista Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza, da PUC-Rio. Uma vida saudável se traduz no bem-estar mental e social. Os cuidados com o corpo da atriz e modelo Sandra Garcia, de 27 anos, cujas fotos ilustram esta reportagem, são exigências da profissão. Mas ela conseguiu transformá-los em ponto de equilíbrio, em meio a seu cotidiano atribulado. Casada há três anos, concilia os cuidados com a filha Manuela, de 6 meses, com a rotina de trabalhos e testes diários, muitos em horários pouco convencionais. “Faço questão de tirar um tempo para mim e de me cuidar”, diz Sandra. A questão não é ficar bonita. É sentir-se bem. Seus hábitos incluem ginástica todos os dias, sessões de drenagem linfática duas vezes por semana e passeios de bicicleta com o marido aos fins de semana – uma forma de temperar com diversão os cuidados com a saúde. “Para estar bem com minha família e com os outros, preciso estar de bem comigo”, diz Sandra. Para conseguir o tempo necessário para cuidar-se, há uma exigência:
MÔNICA NASCIMBENI, 32 anos I Administradora Concilia marido, enteado, filha e cachorro com o trabalho de executiva  em uma multinacional. Mas sabe que precisa ter momentos só seus.  Corre para desestressar  (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)


6. SEJA EGOÍSTA Não é preciso ser egoísta no sentido mesquinho da palavra, mas é importante lembrar que você tem direito a algumas horas de seu dia só para você. Sentiu culpa? (Se a resposta for sim, releia o segundo mandamento e coloque a culpa de lado.) A administradora de empresas Mônica Nascimbeni, de 32 anos, já foi uma workaholic e comandante estressada de uma casa com marido, uma filha bebê, um enteado pré-adolescente e um cachorro. Ela percebeu que precisava se lembrar dela mesma quando pequenos imprevistos cotidianos começaram a tirá-la do sério – um sinal inequívoco de estresse. Hoje, sua rotina continua longe de ser tranquila. Mônica deixa diariamente a filha de 1 ano com a avó para encarar um expediente de dez horas numa multinacional. Mas conseguiu encontrar brechas para, simplesmente, pensar em si mesma. Às terças-feiras e quintas-feiras, participa de um grupo de corrida com percursos de uma hora e meia. “As mulheres não sabem dizer não e, por isso, costumam se anular”, diz Christian Barbosa, presidente da consultoria de produtividade Tríade. “Elas precisam urgentemente encontrar brechas para elas mesmas no dia a dia para se equilibrar.” Na receita de bem-estar de Mônica e de qualquer mulher também não pode falar sexo. Por isso:

7. MARQUE HORA PARA FAZER SEXO, SE FOR PRECISO
As mulheres costumam se esquecer desse ingrediente à medida que suas responsabilidades aumentam – um dado preocupante numa sociedade em que a influência feminina cresce. Um estudo divulgado em outubro na publicação científica Journal of Sex Research mostrou que, quanto maior a influência das mulheres nas decisões familiares, menor é a frequência com que elas fazem sexo. A pesquisa foi feita em países africanos por cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos. Os pesquisadores preferem não arriscar explicações sobre a relação entre poder, sexualidade e as famosas dores de cabeça. Simplesmente anunciaram que farão mais estudos para responder à questão.
No dia a dia, as mulheres sabem intuitivamente a resposta procurada pela ciência: conforme elas ganham poder de decisão e responsabilidades, o desgaste físico e emocional também é maior. Maior inclusive que nos homens. Elas sentem necessidade de abraçar todas as tarefas (culpa, lembra?), enquanto os homens se dão por satisfeitos em fazer bem uma coisa só. Manter a libido sob pressão permanente é mais difícil. A ginecologista Carolina Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, coordenadora do Projeto Afrodite, que estuda sexualidade feminina, afirma que marcar hora para fazer sexo é (por incrível que pareça) uma boa medida. Ela garante que o compromisso com o prazer e o bem-estar não vai virar outro compromisso chato do cotidiano. “Tem de colocar na agenda”, diz Carolina. A única recomendação é que o sexo programado não vire o único tipo de sexo da relação. Ele é apenas um lembrete prático de que a satisfação sexual é ingrediente básico de uma vida plena. A mesma regra vale para as saídas com os amigos, os jantares a dois, as idas ao cinema e ao teatro.

8. MANTENHA A VIDA SOCIAL ATIVA A cada duas semanas, Mônica e o marido deixam as crianças com babás ou alguém da família para pegar um cinema ou jantar. Uma regra semelhante é seguida pela publicitária Florencia Lear, de 23 anos, e pelo namorado, o também publicitário Luiz Felipe Villas, de 30. Os dois moram juntos há um ano, depois de quatro de namoro. Estabeleceram que, ao menos uma vez por semana, o destino deles depois do trabalho não é o apartamento do casal. Juntos ou separados, eles rumam para encontros com amigos. Os passeios não precisam ser a cada duas semanas, como os de Mônica, ou semanais, como os de Florencia. Não há receita. Eles querem evitar que o lazer se transforme em outro compromisso. “É preciso dar espaço à espontaneidade, senão até a diversão vira obrigação”, diz Barbosa, da consultoria Tríade.

9. MANDE O MARIDO PARA A COZINHADividir as tarefas domésticas é a melhor medida para combater uma das maiores fontes de insatisfação feminina: o acúmulo das responsabilidades. Aqui, o recado é para os homens. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, um instituto americano de opinião pública, 62% das pessoas casadas acreditam que dividir as tarefas domésticas é o terceiro elemento mais importante para a felicidade no casamento, atrás apenas de confiança e sexo. A relevância tem explicação lógica. “De forma geral, a mulher e o homem trabalham, mas ele descansa quando chega em casa, enquanto ela começa outro
FLORENCIA LEAR, 23 anos I Publicitária Há um ano morando com o namorado, percebeu que a vida ficava melhor se ele ajudasse nas tarefas domésticas. Agora, ele é o encarregado do fogão  (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
expediente”, afirma a psicóloga Leila Tardivo, da USP. “Essa sobrecarga traz sentimentos de insatisfação e frustração.” No Brasil, segundo um estudo do Instituto de Política Econômica Aplicada, homens e mulheres ainda não dividem as tarefas como deveriam. Um estudo do ano passado mostrou que as mulheres dedicam 25,4 horas semanais ao lar, enquanto os homens 10,1.
Florencia, a jovem publicitária, é novata na rotina a dois. Mas conseguiu o que muitas brasileiras julgam impossível: incluiu o namorado no cronograma de afazeres domésticos. “O Luiz já havia morado sozinho. Ele sabe o trabalho que dá cuidar de uma casa”, diz. Enquanto ela arruma a cama do casal, ele prepara o café da manhã. Quatro vezes por semana é ele quem pilota o fogão (quem chega antes do trabalho compra os ingredientes para o jantar). Ele tira o lixo diariamente. Ela lava a louça e mantém cada coisa em seu lugar para o apartamento não virar uma bagunça. A limpeza pesada fica a cargo de uma faxineira, contratada duas vezes por semana. A ajuda de Luiz Villas não só alivia possíveis tensões, como permite que Florencia tenha tempo para si. Quatro vezes por semana, pelas manhãs, ela faz aulas de ioga para cuidar do corpo e relaxar.

10. TENTE VIVER COM MAIS LEVEZA É essencial diminuir as cobranças, (consigo mesma e com os outros) e superar o estereótipo da supermulher. “A perfeição não existe”, afirma Leila, a psicóloga da USP. “Administrar nossas falhas não significa se acomodar na incompetência.” Um jeito de diminuir a ansiedade de abraçar o mundo é aproveitar o momento presente, cada um deles. Pela simples razão de que o futuro é essencialmente incontrolável. Planejar, prever e antecipar são verbos conjugáveis até certo limite. Depois disso, é preciso relaxar e desfrutar a vida como ela se apresenta. “As mulheres costumam idealizar o futuro e, por isso, ficam ansiosas com a vida que vem pela frente”, diz Artur Scarpato, psicólogo da PUC-SP. Combater essa ansiedade – assim como a culpa – é um dos segredos das mulheres felizes.
  O que elas querem (Foto: reprodução)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Richa instala Agência de Internacionalização do Paraná

O governador Beto Richa assina na quarta-feira o termo de instalação da Agência de Internacionalização do Paraná. O órgão faz parte do Paraná Competitivo e dos esforços do Governo em criar um bom ambiente para negócios no Estado e vai trabalhar para ampliar a participação paranaense no mercado internacional. O evento contará com a participação de diversas entidades entre federações, associações, empresas, consulados, universidades, câmaras de comércio e outros setores ligados ao comércio exterior.
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul Ricardo Barros, a Agência de Internacionalização vai fazer a sinergia e a articulação entre todos aqueles que atuam nos setores de relações internacionais e comércio exterior. O evento será às 10h no auditório Mário Lobo no Palácio das Araucárias.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cinco paranaenses na estação da Antártica

Da Ga\eta do Povo – Pelo menos cinco pesquisadoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estavam na Estação Comandante Ferraz, na Antártica, e viram de perto a destruição da base científica no Pólo Sul na madrugada deste sábado (25) devido a um incêndio. Eles fazem parte do grupo de 40 pessoas, entre civis e oficiais da Marinha, que estavam no local participando de missões científicas e militares. O incidente resultou na morte de dois militares e um terceiro ficou ferido. Os outros brasileiros estão bem e já foram resgatados. O grupo está sendo levado para Punta Arenas, no Chile, de onde um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deve trazê-los de volta ao Brasil.
Das cinco paranaenses, quatro delas fazem parte do Laboratório de Biologia Adaptativa do Departamento de Biologia Celular da UFPR: Cintia Machado (doutoranda em Biologia Celular e Molecular); Nádia Sabchuk (mestranda em Ecologia e Conservação); e Maria Rosa Pedreiro e Priscila Krebs Bash (ambas mestrandas em Biologia Celular e Molecular). Todas estavam na Antártica para estudar peixes.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Unidos da Tijuca é a campeã do carnaval carioca

A Unidos da Tijuca sagrou-se campeã do carnaval do Rio de Janeiro, na apuração ocorrida na tarde desta quarta-feira (22) no sambódromo. A agremiação somou 299,9 pontos. É o terceiro título da escola, campeã em 1936 e 2010. Sob o comando do carnavalesco Paulo Barros, a escola levou à Sapucaí um enredo em homenagem ao músico Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que completaria 100 anos em 2012.
A agremiação do Morro do Borel, na zona norte do Rio, somou 299,9 pontos e deixou para trás, pela ordem, Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Grande Rio e Portela. As seis voltam à Sapucaí no sábado (25), para o desfile das campeãs.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ouro Verde, maior teatro de Londrina, destruído por incêndio


Um incêndio destruiu na tarde de hoje o Teatro Ouro Verde, o maior de Londrina, localizado no centro da cidade. O prédio do Teatro Ouro Verde é tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual. foi inaugurado em 1952 e foi projetado pelo arquiteto Vilanova Artigas. A Universidade Estadual de Londrina é a responsável pela administração do teatro.
Não há informações sobre feridos. Apenas um vigia estava no prédio e nada sofreu. Os bombeiros trabalham desde as 17h30 para debelar o incêndio.

Morreu Dom Ladislau Biernaski

Dom Ladislau Biernaski, Bispo de São José dos Pinhais e presidente nacionalo da Comissão Pastoral da Terra – CPT faleceu hoje pela manhã, aos 73 anos. Sempre apoiou a reforma agraria. Tinha estreitas relações com os movimentos sociais, especialmente com o MST.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os papéis de Mr. Dops, Globo, Folha e Bradesco na ditadura militar

por Marina Amaral, via Agência Pública
Manifestação da UNE contra a ditadura militar.
Aos 80 anos, José Paulo Bonchristiano conserva o porte imponente dos tempos em que era o “doutor Paulo”, delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo, “o melhor departamento de polícia da América Latina”, não se cansa de repetir.“O DOPS era um órgão de inteligência policial, fazíamos o levantamento de todo e qualquer cidadão que tivesse alguma coisa contra o governo, chegamos a ter fichas de 200 mil pessoas durante a revolução”, diz, referindo-se ao golpe militar de 1964, que deu origem aos 20 anos de ditadura no Brasil. Embora esteja aposentado há 27 anos, não há nada de senil em sua atitude ou aparência. Os olhos astutos de policial ainda dispensam os óculos para perscrutar o rosto do interlocutor, endurecendo quando o delegado acha que é hora de encerrar o assunto.
Bonchristiano gosta de dar entrevistas, mas não de responder a perguntas que lancem luz sobre os crimes cometidos pelo aparelho policial-militar da ditadura do qual participou entre 1964 e 1983: prisões ilegais, sequestros, torturas, lesões corporais, estupros e homicídios que, segundo estimativas da Procuradoria da República, vitimaram cerca de 30 mil cidadãos. Destes, 376 foram mortos, incluindo mais de 200 que continuam até hoje desaparecidos.
Os arquivos do DOPS se tornaram públicos em 1992, mas muitos documentos foram retirados pelos policiais quando estavam sob a guarda do então diretor da Polícia Federal e ex-diretor geral do DOPS, Romeu Tuma. Entre os remanescentes estão os laudos periciais falsos, produzidos no próprio DOPS, que transformavam homicídios cometidos pelos agentes do Estado em suicídios, atropelamentos, fugas. No caso dos desaparecidos, os corpos eram enterrados sob nomes falsos em valas de indigentes em cemitérios de periferia.

Educação: 90% da categoria aderiu à paralisação, diz APP-Sindicato


da APP-Sindicato
Protesto exigiu a ampliação da hora-atividade. Foto: Valnísia Mangueira.
A Boca Maldita, no Centro de Curitiba, foi o local escolhido por três dos núcleos sindicais da APP (Curitiba Sul, Curitiba Norte e Metro Norte) para a realização dos atos desta quinta-feira (9). A atividade, organizada pela APP-Sindicato, reuniu cerca de mil trabalhadores em educação e estudantes que, em meio a palavras de ordem e falas, panfletaram para o público que transitava no local. Através dos materiais, faixas e discursos, quem estava no local tomou conhecimento do motivo da mobilização: a implementação do um terço da hora-atividade no Paraná. Além da defesa da aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública do país, o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) – com a devida correção do valor para este ano, 22,22% -, a criação de um melhor sistema de atendimento à saúde dos servidores, além da rapidez no processo de adequação do plano de carreira dos funcionários de escola.
De acordo com a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho, os relatórios dos núcleos sindicais apontam que mais de 90% da categoria aderiu à paralisação parcial. Além do ato unificado em Curitiba, os outros núcleos sindicais espalhados pelo Estado promoveram atos regionais. “Hoje, estamos mobilizados em todo o Paraná. Queremos do governo uma resposta sobre a hora-atividade e não existe motivo para aguardarmos mais”, destacou.
Marlei lembrou o público sobre a paralisação marcada, e aprovada pela categoria, para o dia 15 de março. “A atividade integra a greve nacional de três dias – 14, 15 e 16 de março – convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Aqui no Paraná, nós vamos paralisar as atividades por apenas um dia. No dia 31 de março, faremos uma assembleia estadual dos trabalhadores em educação na qual avaliaremos quais serão os nossos próximos passos”, informou.
No ato desta quinta-feira, a presidenta da APP também lembrou da luta dos estudantes pelo passe livre no Estado e, em seguida, falou das bandeiras dos deficientes físicos, em especial no que se refere à questão da acessibilidade. Durante a atividade na Boca, professoras de Libras (Língua de Sinais) do Instituto do Paraná fizeram a tradução simultânea para os alunos e educadores com deficiência auditiva.
O secretário de Imprensa e Divulgação da APP, Luiz Carlos Paixão da Rocha, lembrou que a luta em nível nacional fez com que, em 2008, fosse publicada a Lei Nacional 11.738, que institui o PSNP. “A nova legislação trouxe, além de um Piso Nacional, a obrigatoriedade de destinar 1/3 da jornada de trabalho dos professores para a hora-atividade. Uma grande conquista, mas que ainda não foi implantada no Paraná”.
Já a secretária de Formação da APP, professora Janeslei Aparecida Albuquerque, chamaou a atenção para outros itens da mobilização. “Nossa luta é por salários e hora-atividade, mas também por um currículo que emancipe. Não podemos aceitar que na educação de crianças, jovens e adultos sejam usados os mesmos critérios da fabricação de qualquer objeto. Gente não é coisa. Além disso, é bom lembrar que a hora-atividade não servirá apenas para preparamos aulas e corrigirmos provas, também é para termos tempo para pensar e estudar”, afirmou.
Samba na CUT - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também participou do ato na Boca Maldita. Ele reforçou o apoio da entidade aos educadores, inclusive na realização, no próximo dia 16, de um encontro sobre a Lei do Piso que está sendo organizado em conjunto com a APP e com o Sismuc. O Encontro será realizado, a partir das 8h30, no Espaço Cultural dos Bancários, em Curitiba.
Em seguida, a secretária geral da CUT, Marisa Stedile, falou sobre o carnaval de consciência política e de classe que acontecerá no centro de Curitiba. É o tradicional Bloco de Carnaval Revolucionário da CUT/PR, chamado de “Balança povo que o de cima cai”. Este ano, o tema do samba enredo será: ‘Política e Educação’. A concentração do bloco está marcada para o dia 16 de fevereiro, às 16 horas, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. De lá, os animados manifestantes saem em ritmo de samba com protesto pela Rua XV de Novembro em direção à Praça Osório.

Lula está curado


O ex-presidente Lula está curado. O câncer de garganta regrediu fortemente, informaram ao ex-presidente os integrantes da equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, que o acompanha. A informação ainda não é pública, mas já começa a circular entre os amigos e correligionários mais próximos a ele.
O tratamento irá continuar, mas os médicos afirmaram a Lula ter certeza de que não há hipótese de inversão na tendência de desaparecimento do tumor, atacado com quimio e radioterapias.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Onda de calor no Paraná provoca aumento de 30% no consumo de água

A onda de calor que assola o Paraná nos últimos dias provocou um aumento de 30% no consumo de água em todo o Estado. O problema é agravado pela falta de chuva, que afeta a produção de água tratada pela Sanepar. Para amenizar os impactos do pico de consumo em Curitiba e Região Metropolitana, a Sanepar está usando toda a capacidade instalada nos sistemas Miringuava, Iguaçu, Iraí e Passaúna. Os quatro funcionam de forma integrada.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Morreu o deputado federal Moacir Micheleto, Odilio Balbinoti assume

Em acidente rodoviário, há pouco, morreu o deputado federal Moacir Micheleto, do PMDB. Ele vinha de Assis Chateaubriand para Curitiba. Dirigia uma Toyota Corolla. O acidente foi na curva de Santa Rita próximo de Assis. Em seu lugar assume Odilio Balbinoti, também do PMDB. Marcelo Almeida agora é o primeiro suplente.