quarta-feira, 6 de julho de 2011

Telescópio Hubble, há 21 anos nossos olhos na imensidão do Cosmo


Nasa
A última façanha: fotografia multicor do planeta Kleper 2, distante 1 milhão de anos-luz da Terra
Um milhão de observações no espaço. Esta é a surpreendente marca do Telescópio Espacial Hubble, atingida no início desta semana. O Hubble é destes raros artefatos, que apesar de  constituir uma ferramenta tecnologicamente avançada, que joga luz em teorias de cientistas e astrônomos, ao mesmo tempo embala o sonho romântico dos aficcionados pelo espaço e pela ficção científica.
Com ele, o mantra "...audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve", da celebrada série Jornada nas Estrelas, é uma realidade palpável.
Se não temos uma nave intergaláctica tripulada a vagar pelo Cosmo, temos o Hubble que é os nossos olhos a prescrutar pelos confins do universo.
Com 21 anos de funcionamento, seria normal se ela já tivesse virado sucata. Não para o Hubble, que na sua observação de número 1 milhão, investigou a possibilidade da existência de água em um planeta a mil anos-luz de distância da Terra.
A imagem feita dessa vez, no entanto, não é uma das belas fotografias espaciais que estamos acostumados a ver. Para a investigação, o Hubble fez uma “medida espectroscópica” do planeta conhecido apenas como “Kepler 2b”, que permite dividir a luz visível em diferentes cores. Essas cores são capazes de revelar os compostos químicos presentes no planeta.
O Kepler 2b recebe esse nome porque é um dos alvos de investigação da sonda Kepler, que procura planetas parecidos com a Terra, que possam abrigar vida.
O administrador chefe da Nasa, Charles Bolden, foi o piloto do ônibus espacial que levou o Hubble à órbita terrestre. Em nota, ele afirmou que “o fato de que o Hubble atingiu essa marca estudando um planeta distante é um notável lembrete de sua força e de seu legado”.
O Hubble deve funcionar até mais ou menos 2014, segundo a Nasa. Depois disso, ele será substituído pelo Telescópio Espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2018.

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