À Comissão de Ética, Derosso disse que não renuncia à presidência da Câmara de Curitiba
Durante quase quatro horas, o presidente da Câmara de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), prestou depoimento na tarde de quinta-feira (18), aos vereadores membros do Conselho de Ética da Casa. Ele foi ouvido sobre as acusações de supostas irregularidades em contratos de publicidade e evitou responder questões que envolvem a sua mulher, Cláudia Queiroz Guedes, e disse que essas perguntas seriam respondidas em sessão fechada. Na sessão, os vereadores questionaram o presidente apenas sobre os contratos firmados com as empresas Visão Publicidade e Oficina da Notícia. Derosso fez questão de afirmar que descarta a possibilidade de renunciar ao cargo. Segundo o vereador, as denúncias contra ele têm origem política, por ser cotado para ser candidato à vice-prefeito na chapa do atual prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), em 2012. Porém, o tucano afirmou que, embora seu nome estivesse cotado para ser vice de Ducci, ele defendia que a vaga fosse ocupada pelo ex-deputado Gustavo Fruet, então no PSDB. Disse ainda que pretende processar os veículos de comunicação que fizeram denúncias sem fundamento. “Do dia para noite, a imprensa me transformou em leproso. Vamos mostrar que todo o processo de contratação foi feito coletivamente e de forma transparente”, disse. Ele falou ainda sobre a importância dos contratos de publicidade para divulgar os trabalhos da Casa. “No início do processo de licitação a Casa tomou todos os cuidados para que ela (publicidade) fosse o mais transparente possível. Esse cuidado foi tomado não só por mim como por toda a comissão responsável pela licitação”, garantiu. O vereador, Jorge Yamawaki (PSDB), relator do caso na Comissão de Ética, perguntou sobre as verbas da Câmara serem utilizadas na promoção pessoal do presidente da Casa, mas Derosso se negou a responder, porque essa questão não estava no processo. “Só respondo o que estiver no processo”, disse.
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