quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Obama declara situação de desastre em dois Estados


O presidente americano, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira situação de desastre maior nos Estados de Carolina do Norte e Nova York, em resposta aos danos causados pela passagem do furacão Irene na região no fim de semana.
Com a decisão, fundos federais poderão ser liberados para apoiar medidas de recuperação nos locais mais atingidos pelas inundações decorrentes das chuvas.
Entre as ações de assistência, estão acomodação temporária e reparos de casas danificadas e empréstimos de baixo custo para pessoas sem seguro residencial.
A declaração, contudo, não inclui ainda Vermont, que sofreu com as maiores enchentes em ao menos quatro décadas. Pelo menos 11 cidades estavam isoladas ontem.
O Irene atingiu a Costa Leste dos EUA no fim de semana e segue em direção ao norte, passando pelo Canadá. Na semana anterior, o furacão já havia causado estragos também nas ilhas do Caribe, deixando ao menos seis mortos e uma estimativa de US$ 1,1 bilhão em prejuízos. Ao menos 43 mortes já foram confirmadas nos EUA por conta do Irene.
Segundo a emissora de TV CNN, cerca de 2,5 milhões de pessoas continuavam sem energia elétrica na noite de terça-feira --sendo que o número chegou a atingir o pico de 5 milhões sem eletricidade por conta dos ventos.
Na passagem pela costa americana, o furacão causou inundações em diversas cidades, destruindo pontes, casas e bloqueando estradas por causa de árvores caídas. Alguns municípios de Vermont e Nova York continuam isolados por conta disso.
Apesar disso, escolas e empresas tentam retomar suas atividades nas regiões que superaram parte dos danos, uma vez que há muitas instituições ainda sem eletricidades, inundadas e com vias de acesso bloqueadas.
DANOS
Os danos provocados pela passagem do furacão, que deixou ainda quase cinco milhões de pessoas e empresas sem eletricidade nos EUA no fim de semana, podem chegar a US$ 7 bilhões (R$ 11,25 bilhões) no país.
Em comparação, a passagem do furacão Katrina por Nova Orleans em 2005 provocou prejuízos superiores a US$ 70 bilhões (R$ 112,3 bilhões).
O presidente americano, Barack Obama, disse que as cifras poderiam ter sido muito maiores se não tivesse havido preparação e coordenação da Fema (agência federal de emergências) junto com outros funcionários de emergência.
"Esse esforço foi um exemplo de como um bom governo em todos os níveis deve responder às necessidades das pessoas e trabalhar para mantê-las seguras e proteger e promover a prosperidade da nação", disse ele.

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