A Prefeitura Municipal de Piraquara através da Secretaria Municipal de Saúde promoveu nesta sexta-feira (13), o Fórum de Discussão e Orientação de agentes de Saúde Mental na Câmara Municipal. O encontro teve como principal objetivo esclarecer as etapas que envolvem o tratamento e o atendimento de pacientes com doença mental, seja ela permanente ou temporária. Para tratar do assunto estiveram reunidos a Secretária Municipal de Saúde, Salma Samaha, o Coordenador de Saúde Mental de Piraquara, Gerbas Custódio, o médico psiquiatra do Centro de Atendimento Psicossocial, Dr. Ricardo Sbalqueiro, a Promotora de Justiça Fábia Ximenes, o diretor da 2ª Regional de Saúde do Paraná, Matheus Chomatas, a secretária da regional Maria Assunção e a Coordenadora de Saúde Mental da Regional de Saúde, Denise Castro.
A promotora Fábia
Ximenes, que identificou o problema devido a demanda de pessoas tentando o
internamento compulsório, decidiu pedir a reunião para que os profissionais da
atenção básica trabalhassem em harmonia com a especializada. “É preciso
ter o entendimento da importância da atenção básica, para que a atenção
especializada possa fazer o trabalho corretamente direcionado e assim otimizar
os esforços, que em Piraquara são muitos” justificou a promotora.
A secretária
de saúde iniciou o trabalho, falando da importância do assunto principalmente
na região de Piraquara, devido à exposição do município com relação às drogas,
um dos principais motivos de atendimento de transtornos mentais. “Este é
um momento de discussão muito importante para a saúde como um todo, já que sem
o entendimento do todo, o atendimento especializado fica comprometido”,
explicou Salma, que fez um apanhado geral da situação da saúde no município e
apresentou bons resultados com relação aos atendimentos e avanços nas Unidades
de Saúde.
Os internamentos
A principal
dificuldade, quando o assunto é doença mental, é entender o fluxo de
atendimento do paciente. A porta de entrada de todos os casos são as Unidades
Básicas de Saúde. A Dra. Maria Assunção explicou a importância deste primeiro
contato. “A atenção primária é quem organiza o atendimento através do
agente comunitário, que é quem deve melhor conhecer seu paciente, a sua
clientela”, explicou Maria. Depois deste primeiro contato, o paciente é
encaminhado para tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Depois de
feito o atendimento mais aprofundado este paciente pode ou não ser internado,
conforme a necessidade. O Dr. Ricardo explicou quais são os tipos de
internamento e as dificuldades que são enfrentadas durante o tratamento.
“Existe o internamento voluntário, o involuntário e o compulsório, e é
fundamental que todos saibam, não somente os profissionais de saúde, mas também
o paciente e a sua família, como funciona cada um deles”, ressaltou.
O
internamento voluntário ocorre quando o paciente precisa e deseja ser
internado. O involuntário acontece quando a família solicita ao médico do
paciente que indique a internação, mesmo sem o consentimento do paciente. E o
terceiro tipo, o compulsório, é o que está causando mais polêmica, já que nem
sempre precisa ser feito. É quando a família aciona a promotoria de justiça
para que intervenha no caso, solicitando o internamento.
Este tipo de
procedimento mobiliza uma quantidade de pessoas, que por vezes não seria
preciso. Em muitos casos as famílias deixam de pedir o internamento ao médico
para pedir diretamente à promotora, pulando uma etapa simples, que poderia
resolver o problema.
A saúde do município
O coordenador
de Saúde Mental de Piraquara, Gerbas Custódio falou sobre o desempenho dos
profissionais com relação ao tema, e elogiou o trabalho. “Estamos
cumprindo a lei, e tomara que o serviço possa ser mantido, de portas
abertas”, disse Gerbas. Portas abertas diz respeito à forma como os CAPS
funcionam atualmente, diferente do funcionamento em outros locais, que precisam
ser à portas fechadas, devido a problemas enfrentados com relação à segurança
dos pacientes internados.
Para o Dr.
Matheus Chomatas, diretor da 2ª regional, é tudo questão de comportamento, de
hábito mesmo. “Nós temos profissionais capacitados, já trocamos o pneu
com o carro andando e hoje, como sociedade, temos que nos mobilizar para atuar
na base do problema, apoiando a família” lembrou Matheus. Chomatas falou
ainda das condições financeiras de Piraquara que poderia ser um motivo para não
haver o serviço que é prestado hoje. “O Gabão sempre diz que o recurso
aqui é pouco, e é mesmo. Mas é muito bem aplicado”, elogiou.
A promotora Fábia
Ximenes, que identificou o problema devido a demanda de pessoas tentando o
internamento compulsório, decidiu pedir a reunião para que os profissionais da
atenção básica trabalhassem em harmonia com a especializada. “É preciso
ter o entendimento da importância da atenção básica, para que a atenção
especializada possa fazer o trabalho corretamente direcionado e assim otimizar
os esforços, que em Piraquara são muitos” justificou a promotora.
A secretária
de saúde iniciou o trabalho, falando da importância do assunto principalmente
na região de Piraquara, devido à exposição do município com relação às drogas,
um dos principais motivos de atendimento de transtornos mentais. “Este é
um momento de discussão muito importante para a saúde como um todo, já que sem
o entendimento do todo, o atendimento especializado fica comprometido”,
explicou Salma, que fez um apanhado geral da situação da saúde no município e
apresentou bons resultados com relação aos atendimentos e avanços nas Unidades
de Saúde.
Os internamentos
A principal
dificuldade, quando o assunto é doença mental, é entender o fluxo de
atendimento do paciente. A porta de entrada de todos os casos são as Unidades
Básicas de Saúde. A Dra. Maria Assunção explicou a importância deste primeiro
contato. “A atenção primária é quem organiza o atendimento através do
agente comunitário, que é quem deve melhor conhecer seu paciente, a sua
clientela”, explicou Maria. Depois deste primeiro contato, o paciente é
encaminhado para tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Depois de
feito o atendimento mais aprofundado este paciente pode ou não ser internado,
conforme a necessidade. O Dr. Ricardo explicou quais são os tipos de
internamento e as dificuldades que são enfrentadas durante o tratamento.
“Existe o internamento voluntário, o involuntário e o compulsório, e é
fundamental que todos saibam, não somente os profissionais de saúde, mas também
o paciente e a sua família, como funciona cada um deles”, ressaltou.
O
internamento voluntário ocorre quando o paciente precisa e deseja ser
internado. O involuntário acontece quando a família solicita ao médico do
paciente que indique a internação, mesmo sem o consentimento do paciente. E o
terceiro tipo, o compulsório, é o que está causando mais polêmica, já que nem
sempre precisa ser feito. É quando a família aciona a promotoria de justiça
para que intervenha no caso, solicitando o internamento.
Este tipo de
procedimento mobiliza uma quantidade de pessoas, que por vezes não seria
preciso. Em muitos casos as famílias deixam de pedir o internamento ao médico
para pedir diretamente à promotora, pulando uma etapa simples, que poderia
resolver o problema.
A saúde do município
O coordenador
de Saúde Mental de Piraquara, Gerbas Custódio falou sobre o desempenho dos
profissionais com relação ao tema, e elogiou o trabalho. “Estamos
cumprindo a lei, e tomara que o serviço possa ser mantido, de portas
abertas”, disse Gerbas. Portas abertas diz respeito à forma como os CAPS
funcionam atualmente, diferente do funcionamento em outros locais, que precisam
ser à portas fechadas, devido a problemas enfrentados com relação à segurança
dos pacientes internados.
Para o Dr.
Matheus Chomatas, diretor da 2ª regional, é tudo questão de comportamento, de
hábito mesmo. “Nós temos profissionais capacitados, já trocamos o pneu
com o carro andando e hoje, como sociedade, temos que nos mobilizar para atuar
na base do problema, apoiando a família” lembrou Matheus. Chomatas falou
ainda das condições financeiras de Piraquara que poderia ser um motivo para não
haver o serviço que é prestado hoje. “O Gabão sempre diz que o recurso
aqui é pouco, e é mesmo. Mas é muito bem aplicado”, elogiou.
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